3.2.2015

Além dos debates que envolveram governos e pontos e pontões de cultura, a Teia contou com manifestações culturais. (Foto de Coletivo Sem Fronteiras)

Santa Catarina sediou, de 29 a 31 de janeiro, a primeira Teia estadual de 2015. Com o tema Conexões Sustentáveis, o evento reuniu, em Florianópolis, cerca de 80 representantes de Pontos e Pontões de Cultura do estado, 400 artistas e um público de mais de 1,5 mil visitantes.

Um dos pontos altos do evento foi a roda de conversa sobre a lei que transformou, em julho de 2014, o Programa Cultura Viva em política de Estado. Ponteiros participantes da discussão se mostraram otimistas com os avanços que serão possibilitados pela nova legislação.

“Esperamos que, com a regulamentação da Lei Cultura Viva, possamos ter um novo caminho para a nossa sustentabilidade”, afirma Maria Miguelina da Silva, coordenadora do Ponto de Cultura Uma Ilha se Olha II, de Florianópolis. “Já realizávamos ações antes dos convênios com o poder público, mas queremos ampliar nossa rede de Pontos. Os municípios precisam desta atenção.”

Para o coordenador do Ponto de Cultura Nativa – Caminho das Tropas, Antonio Barbosa, as expectativas com a Lei Cultura Viva são as melhores possíveis. “Para nós, o mais importante não é o recurso, mas o reconhecimento das nossas ações”, afirma Barbosa, em relação ao Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, que reunirá todas as entidades autorizadas a utilizar essa chancela. “Mas é claro que também não desconsideramos a importância do recurso financeiro (repassado pelo Estado), porque ajuda a fazer com que nosso trabalho e nossa cultura cheguem a mais pessoas.”
Mais transparência
Eduardo Milioli, presidente do Ponto de Cultura Instituto Multiplicando Talentos, de Criciúma, avalia que, com a nova legislação, uma das prioridades deve ser facilitar a prestação de contas por parte dos Pontos.

“Hoje, ainda temos muitos problemas com a forma do repasse e prestação de conta, o que engessa os Pontos. Querem cobrar de nós do mesmo jeito que cobram de um engenheiro. Não temos incentivos fiscais”, afirma Milioli. “Acredito que o nosso foco agora é qualificar as gestões para potencializar as ações e investir mais na Economia Criativa.”

A valorização da comunicação e da cultura digital é outro item considerado essencial na Política Nacional de Cultura Viva. “Fortalecer redes de midialivristas por meio dos Pontos e Pontões é praticar cultura viva. O Pontão de Cultura Digital Ganesha é um exemplo disso”, destaca Thiago Skárnio, da Agência de Notícias Ganesha, que surgiu a partir das atividades do Pontão.

Para o pai de santo Lula Dantas, integrante da Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC), a Lei Cultura Viva é uma conquista histórica da sociedade. “É a primeira vez na história do Brasil que temos uma lei voltada para a Cultura. É trabalho de todo mundo fazer com que ela funcione e chegue à ponta. Então, é mais do que justo e necessário que nós, o amplo conjunto da sociedade, tenhamos o nosso espaço nessa construção”, afirma.
Manifesto
Durante a Teia Catarina, a Rede de Pontos de Cultura de Santa Catarina entregou, aos representantes do poder público local e também à equipe da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, um manifesto escrito a partir das reflexões e debates, feitos ao longo dos últimos nove anos. Uma das demandas da Rede são os novos editais para Pontos e Pontões. Hoje, são 60 no estado. Até 2020, de acordo com meta do Plano Nacional de Cultura (PNC), o objetivo é chegar a 476 Pontos e Pontões.

Fonte: Ministério da Cultura/Assessoria de Comunicação

Com informações da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC)

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