A relação entre cultura e educação foi tema do encontro Universidade das Culturas, realizado na manhã desta terça-feira (7), em Brasília.

O evento integra as comemorações do lançamento da Lei Cultura Viva e reuniu fazedores de cultura, gestores de Pontos de Cultura, educadores populares, professores e representantes de redes de formação livre.

Na abertura do encontro, a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), Juana Nunes, destacou a importância de um trabalho em conjunto com o Ministério da Educação (MEC). “Existe um esforço político para se pensar em uma atuação integrada, para que a cultura seja inserida em programas educacionais”, afirmou.

É uma prioridade da atual gestão inserir práticas e saberes culturais nos processos educativos, como um caminho para qualificar e ampliar o repertório cultural de crianças e jovens de todo país e garantir seus direitos culturais. Para isso, o MinC terá, em breve, a Secretaria de Educação e Formação Artística e Cultural, que será comandada por Juana Nunes.

“Uma das prioridades da nova secretaria será disputar o espaço da educação formal. Ocupar as escolas e universidades para transformá-las. Esses são os principais espaços de formação do país. A cultura na escola é um direito”, ressaltou Juana.

A secretária apresentou aos participantes programas que já vêm sendo realizados pelo MinC em parceria com o MEC, entre eles o Mais Cultura nas Escolas, o Mais Cultura nas Universidades e o Pronatec Cultura. “O Mais Cultura nas Escolas foi desenhado para reconhecer o trabalho do artista na escola”, afirmou. “O pensamento de cultura no ambiente escolar precisa dialogar com as maneiras de pensar a escola como um todo.”

O Mais Cultura nas Universidades, explicou Juana, foi criado com o objetivo de fortalecer as universidades para dialogar com sociedade e com as linguagens artísticas. “É um projeto que reforça cursos e remodela os espaços da universidade para atividades e equipamentos culturais, como museus, teatros, mostras de estudantes e contratação de artistas”.

Espaços de formação
Adriano Mauriz, integrante do Ponto de Cultura Pombas Urbanas, de Tiradentes (SP), destacou que a formação de professores é estratégica para ampliação no número de Pontos de Cultura. A instituição trabalha com projetos de leitura, teatro, arte e comunicação. “Temos 300 alunos por semestre em nosso Ponto de Cultura. Somos um espaço de formação com grande circulação de crianças e jovens. É preciso que o MEC entenda que os Pontos são locais de formação”, disse.

O diretor de Arte e Cultura da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Roberto Domingues Souza, sugeriu a criação de uma rede de cultura e educação para fortalecer as estratégias voltadas à transversalidade entre as duas áreas. Ele também comentou que há uma deficiência de indicadores que subsidiem o fomento cultural nas universidades. “Seria interessante termos apoio de pesquisadores para levantar essas informações.”

Fátima Makiuchi, do Observatório de Políticas Culturais da Universidade de Brasília (UnB), destacou que a transversalidade entre cultura e educação nas universidades não pode ficar restrita ao ensino e à pesquisa. “É preciso incluir também a extensão universitária. É preciso criar uma legislação para avançarmos nesse sentido”.

Fonte:Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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