Grupo debate políticas culturais no Distrito Federal. (Foto: Christian Braga)

A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Ivana Bentes, participou na noite dessa quarta-feira (22) de um debate sobre as políticas culturais no Distrito Federal.

Organizado pelo DF em Movimento, rede que aglutina mais de 100 coletivos candangos, o evento contou também com a presença do secretário de Cultura do DF, Guilherme Reis, e de gestores, produtores e fazedores de cultura locais.

Entre os principais assuntos discutidos estiveram a situação dos equipamentos culturais do Distrito Federal, a construção do Plano Distrital de Cultura, a descentralização de ações culturais para além do Plano Piloto, ocupação cultural em áreas urbanas, com destaque para o projeto Circuito Praça Pública, e a importância da participação social no planejamento e construção de políticas públicas voltadas ao setor.

“Encontros como esse são muito importantes, porque reforçam a intenção de um diálogo permanente”, destacou o secretário Guilherme Reis. “A participação social na discussão de políticas públicas é imprescindível. Esse trabalho desenvolvido pelo DF em Movimento, de escuta e diálogo suprapartidário e sistematizado, só vem a acrescentar ao trabalho que desenvolvemos na secretaria”.

Reis ressaltou, ainda, a necessidade de se trabalhar na criação do Plano Distrital de Cultura. “Precisamos fazer isso da forma mais democrática e ampla possível, para que seja possível aprová-lo na Câmara Legislativa. O plano precisa se tornar um balizador, um marco legal para 10 anos de trabalho”, afirmou. “E nesse processo, é importante vermos o Distrito Federal em sua inteireza, saindo da visão do Plano Piloto”.

O representante do coletivo Casa das Redes, Everardo Aguiar, também destacou a importância de que as políticas culturais do DF sejam construídas de forma colaborativa. “Ninguém dá conta sozinho de toda essa diversidade”, enfatizou. “Dialogando publicamente como estamos fazendo, vamos poder mostrar a nova dinâmica da política social, que ultrapassa os partidos e a ideia de que a cultura está só no âmbito da arte”.

A atual situação dos equipamentos culturais públicos do DF, em grande parte fechados ou em más condições, também foi discutida na reunião. “Nós temos que cuidar da recuperação de monumentos que são de Brasília e do Brasil. E mais do que isso. Temos que lidar com essa dívida histórica, pois não há nenhum equipamento cultural fora do Plano. Existe todo um mapa da carência, que é horroroso”, observou Reis.

Ocupação cultural urbana
A ocupação cultural de espaços urbanos foi outro tema abordado. Ivana Bentes destacou que o MinC está discutindo o lançamento de um edital sobre o tema e também a criação de Pontos de Rua, inspirados nos consagrados Pontos de Cultura, recém-transformados em política de Estado. “Afinal, há uma quantidade muito grande de espaços públicos desvitalizados”, afirmou Ivana. Os postos policiais desativados foram uma das opções consideradas.

Um dos projetos de ocupação cultural debatido é o Circuito Praça Pública, que incluirá a promoção de atividades para reconhecer a diversidade cultural do Distrito Federal. Os encontros serão organizados colaborativamente por coletivos distintos nas diversas Regiões Administrativas, tendo como base uma agenda construída a partir de diálogos com a administração pública, em que serão abordados temas como juventude, educação, saúde, cultura, meio ambiente, mulheres e mobilidade urbana.

As atividades serão realizadas de abril a novembro deste ano e abrangerão todas as Regiões Administrativas do DF. Essa mobilização tem como grande objetivo implantar Pontões de Cultura em parceria com a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura e a Secretaria de Cultura do DF.

Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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