Cristian Brayner (direita), diretor do DLLLB, representou o MinC em audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o desenvolvimento da leitura no Brasil (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC)

Na data em que se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para debater o desenvolvimento da leitura no Brasil. O diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura (MinC), Cristian Brayner, representou a pasta no evento.

Brayner destacou que as políticas de incentivo à leitura são uma das prioridades da nova gestão e que há um esforço do ministro da Cultura, Roberto Freire, em repactuar parcerias com o Ministério da Educação (MEC) e com instituições ligadas à cadeia produtiva do livro para promover e ampliar a realização de feiras e festivais literários em todo o Brasil.

Uma das iniciativas de estímulo à prática literária citada pelo diretor foi o lançamento do Prêmio Literário Ferreira Gullar, que destinará R$ 30 mil a estudantes dos ensinos fundamental e médio das redes pública e privada de ensino que desenvolverem jogos eletrônicos ou aplicativos que incentivem a leitura e, sobretudo, o conhecimento da obra do poeta maranhense falecido em dezembro do ano passado. As inscrições para o edital estão abertas até 16 de maio.

Outra questão levantada pelo representante do MinC foi a necessidade de que políticas públicas para o setor de livro e leitura sejam aprovadas e efetivadas. Brayner também defendeu a importância do papel do bibliotecário como mediador e incentivador da leitura e da biblioteca como um local muito além de um “depósito de livros”.

“Como falar em fomento à leitura sem a presença do equipamento cultural que garante o acesso à leitura de forma gratuita? E também, dentro da perspectiva do usuário, precisamos ter bibliotecas ‘empoderadas’, que não sejam apenas um local para pegar livro emprestado, um depósito de livro. Temos que pensar em outra concepção, outra perspectiva de leitura”, argumentou Brayner.

Foi consenso entre os presentes que o país vive um “círculo vicioso” no qual a o baixo número de leitores impacta na queda da compra dos livros, o que, por sua vez, impossibilitaria as editoras a baixar mais os preços.

Da mesma forma, foi ressaltada a importância da leitura tornar-se hábito desde a infância e, nesse sentido, a escola e, principalmente, a família têm importância fundamental para criar um vínculo com a leitura e associá-la, além da aquisição de conhecimento e de atualização profissional, ao prazer e ao entretenimento.

Também compuseram a mesa de debate o coordenador-geral dos programas do Livro do MEC, Wilson Aparecido Troque, o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antonio Torelli, a organizadora responsável pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – 2016, do Instituto Pró-Livro, Zoara Failla, e a especialista em educação Claudia Sintoni, representante da Fundação Itaú Social. A audiência foi realizada a pedido da deputada federal Pollyana Gama (PPS-SP).

Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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